Vampyr

Vampyr
Vampira eu te vejo à espreita
é sufocante o seu olhar
mistura de medo e desejo
mas ainda assim eu cortejo
a morte sob o luar
És das filhas de Caim
monstruoso e desumano
que expulso do jardim
quase morreu de solidão
e com sua dor tomando forma
dividiu sua maldição
Eu sei o que você faz nas noites
vê nós mortais como rebanho
ainda assim sua presença me arrepia
anja da morte e do caos
já sei que sou presa
que não tenho saída
e que só me resta esperar
Te vejo apenas em partes
e és tão bela quanto Zillah
brinca com minha percepção
és linda, és forte, és má
está aí a gerações
sempre com sede de sangue
Se rebelou contra os anciões
segue suas próprias regras
e escondida nas trevas
está a me olhar
aguardando com calma e loucura
o momento de atacar
Antediluviana você é o começo e o fim
que descrevo nessas letras sangrentas
corro, luto, me escondo
mas antes que o sol se ponha
terei seus dentes em mim
serei sugado em seu abraço
e sentirei fome de ti
um vazio lacerante
entrarei em frenesi
ganho a imortalidade
nessas linhas que escrevi
saia das sombras vampira
é inútil, eu já te vi
Dário Junior
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